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Danca de salao na Adolescencia: uma abordagem sem crises - Rachel Mesquita
DANÇA DE SALÃO NA ADOLE.SCÊNCIA: UMA ABORDAGEM SEM CRISES
 

(por Rachel Mesquita, keka.m@terra.com.br)

Num encontro fora do espaço da sala de aula, conversando informalmente com meus alunos adolescentes percebo na fala da maioria deles uma forte resistência aos comentários de que eles vivem em crise. Em função desta abordagem, a justificativa dada por eles é que em crise vivem aqueles que tendo passado a fase da adolescência se sujeitam ao comportamento dos adolescentes .Sem os rompimentos necessários , são adultos travestidos e se tornam caricatos.

Impossível desconsiderar esta análise crítica feita por quem é permanentemente criticado ( uma maneira menos verticalizada de poder). Afinal, adolescentes são adolescentes e isto em muito lhes permitem alargar suas irreverências pessoais e coletivas.

As fortes transformações corporais, de juízo de valores, de significados para a vida deles e dos outros, a necessidade de formação de grupos , o falar alto, o exibicionismo, os enfrentamentos, as contrariações e contradições, a busca incessante de desafios, a paixão por aventuras, os segredos, as descobertas da sexualidade como possibilidade próxima de ação, o respeito incondicional aos amigos, a curiosidade permanente por assuntos diversificados, dentre tantos outros aspectos são características desta fase referenciada. Logicamente precisam ser contextualizadas para poderem ser creditadas.

Nas aulas para o ensino da dança de salão tem- se ainda cometido grandes erros com os alunos. Insiste-se no desenvolvimento de abordagens tradicionais que priorizando basicamente o resultado da conquista do movimento, da técnica, da plasticidade, do estético, da vitrine para exposição do trabalho desenvolvido, do uso exacerbado de movimentos repetitivos, do espelho como referência maior para ajustes corporais, do silêncio como condição básica para o ensinar e o aprender , da imitação, do poder centralizado no saber do professor, no desligamento do conteúdo ensinado da cultura , do contexto social e ..., assim, os professores se distanciam do compromisso da formação do homem enquanto ser socialmente ativo. Até porque quem dança ocupa um espaço real na sociedade em que vive.

Ora, se há aulas de dança de salão para adolescentes não se pode desconsiderar suas características e necessidades; não dá mais para negar que existem novas abordagens pedagógicas que suportam a maneira ativa do adolescente gostar e precisar viver. É preciso urgentemente rompimentos e comprometimentos. Há como:

  • realçar o senso de cooperação, responsabilidades e solidariedade entre eles

  • aumentar o seu poder de ação ampliando sua autonomia

  • determinar regras grupais partindo de uma análise que favoreça o grupo e não somente ações individualizadas

  • descentralizar o poder do professor sem lhe negar a condição de autoridade

  • oportunizar a criação de movimentos e/ ou coreografias cooperativas comprometidos com a técnica mas principalmente compreendidos como apropriação individual ou grupal

  • estimular a pesquisa bibliográfica e de campo

  • aceitar o barulho que fazem como espaço de trocas e aprendizados

  • ultrapassar a sala de aula com passeios que favoreçam aventuras

  • favorecer a descoberta das possibilidades corporais ao dançar sem estruturá-los nos medos e frustrações de quem ensina

  • dinamizar as propostas metodológica

  • diversificar as atividades a serem ensinadas

  • ampliar a visão da dança de salão extrapolando os limites do dois prá lá dois prá cá, do ensinar basicamente passos e suas variações; enfim é preciso que além dessa dicas ( dentre inúmeras outras) o professor veja o adolescente como adolescente e se aproxime dele acreditando nele como sujeito equilibrado vivendo uma fase de sua vida com características e necessidades diferenciada da vida da criança ou do adulto. SEM CRISES.

Rachel Mesquita é Mestre em Pedagogia do Movimento Humano e responsável pela Companhia de dança de salão "PÉS DO BRASIL" formada somente por adolescentes/RJ

 

 



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